Bela Silva nasceu em Lisboa, Portugal, e vive e trabalha entre Bruxelas, Lisboa e Paris. Com um percurso marcadamente internacional, estudou nas Escolas de Belas-Artes do Porto e de Lisboa, no Ar.Co., na Norwich Fine Arts, no Reino Unido, e no Art Institute of Chicago, nos Estados Unidos. A sua vivência em diferentes países influenciou profundamente o seu trabalho, levando-a a desenvolver uma abordagem artística que transita entre a tradição e a experimentação.  

 

A sua obra tem sido amplamente exposta em galerias e museus prestigiados, como a Ann Nathan Gallery e a Rhona Hoffman Gallery, em Chicago, o Museu Nacional do Azulejo, o Museu Anastácio Gonçalves, o Palácio Nacional da Ajuda, a Fundação Ricardo Espírito Santo, o Museu do Oriente, o Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, e o Musée des Arts Décoratifs, em Paris. O seu percurso expositivo internacional inclui ainda mostras na China, Japão, Brasil, Espanha, Coreia do Sul e França. Em 2022, realizou uma exposição na Villa Tamaris, em França; em 2023, apresentou o seu trabalho em Seoul, na Coreia do Sul e no Palácio Cadaval, em Portugal; e, em 2024, realizou a exposição Caminho Tropical no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Brasil.  

 

O seu domínio da cerâmica e do azulejo levou-a a criar diversas obras de arte pública, integradas em elementos arquitetónicos. Entre as mais notáveis destacam-se os painéis de azulejos na estação de metro de Alvalade, em Lisboa, no Centro Cultural de Sakai, no Japão, e em projetos específicos para a Escola João de Deus, nos Açores. Desenvolveu ainda peças exclusivas para colecionadores privados na Europa e nos Estados Unidos, bem como colaborações com renomados designers de interiores.  

 

A sua prática artística, resulta em colaborações com marcas internacionais de prestígio como Hermès, Tiffany & Co., Serax, Viúva Lamego, Bordalo Pinheiro, Vista Alegre e Monoprix. Em 2021, lançou uma coleção de porcelana pintada à mão em parceria com a Ginori 1735, apresentada em Paris.  

 

Bela Silva participou em residências artísticas nos Estados Unidos e em Portugal, nomeadamente na Kohler Arts/Industry Residency, no Wisconsin, na Fábrica Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, e na Fábrica Viúva Lamego, em Sintra. Conduziu também workshops de cerâmica no Japão e em Marrocos, aprofundando a sua relação com as tradições cerâmicas de diferentes culturas.  

 

As viagens são uma fonte essencial de inspiração no seu trabalho, levando-a a incorporar história, cultura e natureza locais na sua abordagem criativa. A sua prática valoriza a conexão entre comunidades e identidades, reinterpretando elementos tradicionais através de uma linguagem contemporânea que reflete o dinamismo e a diversidade do seu percurso artístico.